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9 de jan de 2017

Virada de Ano do Pedro!


E nossa virada foi assim, exceto pelos vinte minutos que Pedro sapateou, todo o resto foi sentado a mesa organizando o dominó, enquanto pessoas dançavam a sua volta, esbarravam, e crianças brincavam, muitas vezes o chamando lá estava ele focado como se estivesse tentando resolver uma equação com muita atenção, nem mesmo o flash da câmera fazia mudar seu olhar. Antes de colocarem os dominós jogava os balões que ganhava do pai pro alto e duas crianças que ali estavam pegavam para ele jogar de novo, durante muito tempo, ou ele corria e eu sempre atrás dele com medo de que se machucasse ou quebrasse algo visto que estávamos na casa da minha cunhada. Eu me diverti muito e acho que ele também a seu modo. 2016 foi um ano difícil, mas sei lá, tenho um bom pressentimento sobre 2017, espero que o de vocês seja tranquilo, cheio de paz, e acertos. Espero que eu aprenda a ser a mãe que Pedro merece e que este ano seja mais fácil que o passado, 2016 também não foi fácil pra ele, imagine uma criança cheia de energia passando horas dentro de um carro? Pois é, isso aconteceu muito em 2016, e pro Pedro era sofrido, mais do que era pra mim tenho certeza, foram muitas viagens, a grande maioria não deu em lugar algum, mas aprendemos muito, como tomar cuidado com os hoteis que escolhemos baseado em fotos de internet e que Pedro tem que ficar na cadeirinha mesmo chorando por horas, ele aprendeu com isso também.
Feliz 2017 pra todos nós!

Um Passeio ao Zoológico de Belo Horizonte


Acordamos bem cedo para irmos ao zoológico de BH, localizado na Pampulha e oficialmente chamado de Fundação Botânica. Era um sonho antigo meu levar Pedro lá e observar suas reações, após alguns projetos frustrados finalmente fomos, tirei uma série de fotos legais. Uma gorila teve dois filhotes e alguns dias depois passou no MGTV que a outra gorila estava grávida, muita injustiça duas fêmeas pra um macho, mas enfim, entendo que se colocassem outro macho lá provavelmente haveria luta e um dos dois não sobreviveria ao primeiro cio de uma das duas, pelo menos é o que acho. Era uma manhã quente e com muito sol, entretanto infelizmente não havia leão ou onça. Não passamos pelo aviário, pelos répteis e alguns muitos outros foram ignorados devido ao calor.

Tirei inúmeras fotos de lá, muitas mesmo e pra que não se tornasse repetitivo ou um post muito longo precisei escolher algumas e fazer uma montagem delas no photoscape, espero que dê pra ver e se maravilhar!

Pedro sempre fica muito feliz em caminhar, conhecer novos lugares, passear, ele é do tipo que tem energia pra dar e vender, sorria muito, ficava encantado com os galhos das árvores que tinha por todo canto do lugar. Lamentavelmente sua reação aos bichos que ali haviam não foi como eu esperava, só o vi parar pra dar uma olhada, prestar atenção mesmo e ainda assim por um espaço de tempo muito curto nos gorilas, o que encantava a maioria das crianças, adolescentes e adultos ali não prendeu seu olhar, enquanto o que para nós não significava nada arrancava uma série de sorrisos seus.

Caminhamos tanto que acabou sobrando pro pai dele carregá-lo, mesmo também estando cansado, mas qualquer um podia ver que meu filho estava feliz, senti que valeu a pena ficar todo esse tempo insistindo, chorando e pegando no pé do seu pai pra que o levasse lá.

8 de jan de 2017

O Caso do Pediatra



Já havíamos sido atendidos por ele, de forma extremamente amorosa por aquele médico quando atendidos pelo convênio no hospital particular, entretanto naquele dia não haviam pediatras ali, por isso tivemos que partir pro pronto socorro municipal, não me lembro do problema de Pedro, mas se não me engano nada mais era que uma gripe da qual já estávamos acostumados. Então o médico sem que pedíssemos começa a fazer perguntas sobre o desenvolvimento de Pedro, quando digo: Meu filho é autista. Ele simplesmente vira e diz: Não é, ele é retardado, nunca vai andar, não vai segurar o pescoço e nem nada do tipo. Eu e meu marido travamos. Era a segunda vez em muito tempo que via meu filho, na primeira era recém nascido e não durou mais que dez minutos, desta vez sequer estávamos em um consultório, ele mal olhara para meu filho ao diagnosticá-lo com uma virose, e ao soltar aquele prognóstico horroroso. Milhares de coisas se passaram por minha mente naquele instante, era o SUS, o mesmo médico carinhoso do hospital particular transformara-se em um ser frio e extremamente estúpido. Não tive coragem ou forças pra dizer nada, apenas pude pensar no quão errado aquele médico estava. Pensei em todos os livros sobre autismo que li até ali e no diagnóstico do neuropediatra pra chegar ali e escutar aquilo de alguém que não se atualizava, ele é ex-vereador, tentou se candidatar outra vez, porém perdeu feio. Hoje em dia para receber o título de pediatra é preciso especializar-se, mais alguns anos de estudo, mas aquele homem em seu tempo não precisou estender seus estudos, não possuía especialização, apenas decidiu tratar crianças e ser chamado por pediatra, segundo me informaram no seu tempo não era necessário, sem deixar de considerar que o autismo é tão antigo, mas para muitas regiões do Brasil é considerado como algo novo, então aquele seu "Não há nada que você possa fazer por ele" ficou martelando na minha cabeça, fico me perguntando como alguém vira pra uma mãe no ápice de seu estresse e simplesmente sepulta o filho dela, gratuitamente. Hoje eu postei um texto no facebook do qual até cito o nome dele com fotos do meu filho e dizendo que ele estava errado, meu filho anda, corre e é excepcional, uma criança adorável e cheia de amor pra dar, e, depois daquela época tivemos mais dois diagnósticos de médicos capacitados, estudados e que trabalham em clínicas renomadas da capital do país, meu filho é um autista típico com o agravo da surdez, aquele médico estava errado em tudo. Meu esposo considerou o que ele disse de verdade, mas eu nunca aceitei, hoje penso em quantas pessoas desesperadas por ouvir que as coisas vão se acertar se depararam com um médico assim, fiquei pensando nas pessoas que conheço que simplesmente desistiram de seus filhos especiais e me pergunto se não tiveram um cara de jaleco respaldando, desistir é fácil demais, já dizia Renato Russo. Ser mãe é complicado, mas ser mãe de uma criança atípica é muitas coisas, inclusive estressante, quantas vezes eu me desesperei? Quantas vezes ainda vou me desesperar? Eu nunca aceitei e nunca vou aceitar que digam que meu filho não pode isso, não pode aquilo, eu sei que ele não será um grande gênio que descobrirá algo totalmente inovador, mas eu também sei que ele pode, e pode muito, e quando parecer que ele não vai conseguir eu vou intervir e ajudar pra que ele continue calando aqueles que insistem em defecar pela boca, eu sou mãe e nunca vou desistir do meu filho!

18 de dez de 2016

Suicídio, Eu Penso



Há algumas semanas uma menina postou no facebook: Como faço pra parar de querer me matar? Ontem outra postou "Me diz um motivo pra não morrer!". Eu sempre penso nessas coisas, algumas pessoas dirão que se trata de alguém querendo chamar atenção, mas eu acredito que seja uma espécie de pedido de socorro, tenho vontade de gritar, ás vezes o desejo está tão forte que entro em pânico. Na sala de um psiquiatra que sempre pergunta se ainda quero morrer, eu seguro o riso, alguém que me vê como uma pessoa doente, na sala do terapeuta ouço: "Você não é doente", sou ou não sou? Com quem está a verdade? Como lidar? Se passar os dias desejando não estar mais aqui é uma doença eu vou entender que preciso ser tratada, mas se for normal então não há nada a ser feito a não ser lutar dia após dia contra. Já ouvi muito que era falta de Deus, mas tudo isso teve seu início justamente quando éramos uma família de fanáticos religiosos, depois tive problemas com Ele pra depois nos entendermos, sem intercessores, apenas nós dois, num relacionamento íntimo e honesto entre humana e criador, pai e filha. Estou doente da alma, concluí. Estes dias meu psicólogo disse: "Te falta uma paixão na vida", mas eu morreria pelo meu filho, "Algo que te dê algum gosto de fazer, algo, não uma pessoa, algo que motive", já meu ex dizia que era falta de trabalho, depois disso trabalhei sete meses, saí de lá sem poder mais continuar, depois de outros trabalhos de curto período arrumei um de dois anos, difícil continuar, saí de lá enfrentando uma das piores crises da minha vida, casa pra arrumar eu tenho, um serviço desmerecido e sem fim, ninguém reconhece seu esforço, nem você mesma. Realmente, não tenho algo que eu faça que me inspire paixão, mas falta do que fazer não é argumento. Encosto? Há um espírito me perseguindo e colocando estes pensamentos em mim? É provável que eu coloque esses pensamentos nele...Hahaha! Estou cansada de pensar, enumero uma série de razões pra viver, mas nenhuma delas é o suficiente pra me prender, continuo, caminhando, dia após dia, por obrigação, mas sempre que acordo até a hora que durmo me vem a mente o desejo, a necessidade de descansar, de desistir disso tudo, é, estou tão cansada. Então se alguém puder me dar uma paixão, um motivo, ou uma cura, eu seria grata, e se funcionar, seria grata pra sempre.

17 de dez de 2016

Você só usa preto? Você é gótica?


Eu como uma boa parte dos adolescentes estava tentando me encontrar, com isso, tentava seguir as normas e padrões impostas pelos demais em vão, não conseguia me encaixar ou me sentir bem naquilo, até pelo fato de que percebo que muitas garotas se vestem a fim de competir umas com as outras, lembro que havia uma garota que levava suas calças de marca para a escola e ficava contando quanto foi e onde comprou, aquilo não me satisfazia, não conseguia compreender e queria poder me excluir daquela competição de alguma forma. Eu não conseguia entender os parâmetros que usavam pra definir o que vestiam ou como se vestir, definitivamente eu não conseguia me fazer pertencer ao meio. Aos onze anos não tinha um gosto musical definido, não era muito fã de música, e, acredite, é verdade, tenho uma colega que até hoje não gosta de nenhum estilo musical, contudo aos onze anos conheci através de um bate papo da tim por meio daqueles velhos celulares da nokia, o 1100, um garoto de sorocaba que se chamava Juninho, dizia-se gótico, falava bastante de System of a Down e Nightwish, pra ele eram bandas góticas, mas logo comecei a ter verdadeiro fascínio por esses estilos, realmente me tocavam profundamente, segundo ele tínhamos que nascer góticos, vestir preto e crescer ouvindo Nightwish, quando perdi seu contato graças ao orkut conheci algumas comunidades referentes ao assunto e após um tempo de trevas e goticismo, compreendi uma série de coisas que não vem ao caso falar aqui, mas uma delas é que o termo "goticismo" é errado (Fica a dica).
Conheci nomes que passei a admirar, alguns da cena brasileira que eu admiro meio que de longe pelo instagram ou facebook, como Henrique Kipper, Ludmila Houben (Atual Dj Perséphone), Akasha Lincourt (Dona da loja Dark Paradise e ex Black Rose), entre outros tantos, também houveram aqueles que simplesmente desapareceram e, creio eu, devem ter abandonado o estilo. Descobri bandas incríveis como Siouxsie and The Banshees, Clan of Xymox, Dead Can Dance, Joy Division. Apareceram na minha vida pessoas que se diziam alternativas mas adoravam me fazer sentir péssima por não ser parte do todo, provavelmente frustradas consigo mesmas. Haviam os cagadores de regras que, eram muitos, diziam que pra ser gótico tem que ser de determinada forma, se você falhasse em um ponto perderia o rótulo, com o tempo abandonei as etiquetas, deixei de ser um produto de supermercado pra ser quem sou, independente de regras, rótulos ou padrões. Parei de tentar me adaptar, de me encaixar, e foi aí que, finalmente, me encontrei. Muita gente me pergunta se sou gótica, hoje em dia eu digo que apenas possuo um estilo de vida alternativo, pois é isso que acontece quando você para de seguir o todo, a maioria, se aceita como é, a única regra é estar bem consigo mesmo, eu me tornei alternativa. O preto ficou, me sinto bem com as vestes escuras, não consigo ver graça na roupa colorida alheia, simplesmente não me atrai, durante um bom tempo passei a tentar me enquadrar de novo, as exigencias eram tantas, foi quando me casei, meu marido, minha sogra, o trabalho, a família, passei a comprar roupas claras, por dentro continuava igual, vestia-me daquela forma e me olhava no espelho, estava horrorosa, com vergonha de mim, totalmente sem sal, quando saía ficava insegura, e então entendi que não era só uma vestimenta, é uma identidade, a minha, é quem sou, uma forma de me expressar sem dizer nada, é uma característica da minha personalidade e com o que me identifico, enfim, hoje eu sou da tribo do foda-se, faço e visto o que eu quiser como quiser, e se alguém quiser opinar, foda-se. ahuehuahuhe.

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